A propriedade do gengibre de acalmar o estômago é bem conhecida. Mais recentemente, porém, cientistas se perguntaram se os efeitos tranquilizadores também se estenderiam a dores musculares.
O gengibre, membro da mesma família do açafrão, contém compostos anti-inflamatórios e óleos voláteis --o óleo de gengibre-- que mostram efeitos analgésicos e sedativos em estudos com animais. Assim, no ano passado, uma equipe de pesquisadores testou se o gengibre poderia fazer o mesmo em seres humanos.
No estudo, publicado em "The Journal of Pain" em setembro, os cientistas recrutaram 74 adultos e os colocaram para fazer exercícios que supostamente causariam dores e inflamações musculares. Durante 11 dias, os participantes comiam, diariamente, dois gramas de gengibre ou um placebo. No final, os grupos do gengibre mostraram reduções de 25% nas dores musculares, passadas 24 horas dos exercícios.
Num estudo duplo-cego parecido, cientistas compararam o que acontecia quando os participantes comiam dois gramas de gengibre ou um placebo, um dia depois do exercício, e em seguida, dois dias depois. O gengibre parecia não surtir efeito logo após a ingestão. Mas pôde ser associado a uma redução na dor no dia seguinte, levando os pesquisadores a concluir que o gengibre pode ajudar a "atenuar a progressão diária da dor muscular".
Outros estudos mostraram que consumir gengibre antes de se exercitar não traz impacto sobre dor muscular, consumo de oxigênio e outras variáveis fisiológicas durante, ou imediatamente após uma sessão de exercícios. Isso sugere que, se o gengibre gera quaisquer benefícios, eles devem se limitar a reduções das dores nos dias após os exercícios.
A conclusão: O gengibre pode ajudar a aliviar as dores, mas apenas um dia ou mais depois dos exercícios.
FONTE: FOLHA ONLINE
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
GORDURA E ALTERAÇÕES NO DNA PODEM EXPLICAR DOENÇAS DA OBESIDADE
Estudo pode contribuir para identificar risco de doenças cardiovasculares, diabete e câncer.SÃO PAULO - Uma descoberta pode ajudar a explicar por que a obesidade aumenta o risco de problemas crônicos, como doenças cardiovasculares e diabete.Lucas Jackson/ReutersPesquisa foi publicada na revista científica BMC Medicine.O estudo, publicado na revista BMC Medicine, pode contribuir no futuro para identificar pessoas em risco e reduzi-lo, de acordo com a dra. Wang Xiaoling, epidemiologista genética no Instituto de Prevenção da Faculdade de Medicina da Geórgia (EUA)."Perder gordura é muito difícil. Sabemos também que ela causa muitas doenças, por isso queremos identificar o que ocorre no organismo e focar nisso para reduzir as enfermidades", disse Wang.A gordura costumava ser vista essencialmente como uma fonte de preenchimento corporal e de energia pronta, mas os cientistas estão aprendendo que ela funciona mais como uma fábrica de produtos químicos e compostos como hormônios e proteínas. Pesquisas que compararam grupos de adolescentes obesos e magros encontraram níveis mais elevados de uma alteração química chamada de metilação em uma parte do gene UBASH3A e níveis mais baixos em parte do gene TRIM3.Ambos são conhecidos por seus papéis na regulação do sistema imunológico, que é muitas vezes desequilibrado em indivíduos obesos. Esse mau funcionamento pode resultar em um nível de inflamação crônica que contribui para doenças cardiovasculares, diabete e câncer. A metilação afeta a função imunológica ao atingir os níveis de expressão dos genes, o que em última análise impacta as atribuições das proteínas produzidas por eles."Você precisa conhecer os caminhos da doença para encontrar novos medicamentos. Em geral, sabemos que as pessoas obesas têm uma desregulação da função imune, mas não sabíamos o lugar específico", afirmou Wang. A pesquisadora acredita que encontrou pelo menos dois locais nos genes UBASH3A e TRIM3.Seu trabalho inicial era amplo: uma tela com o genoma de sete adolescentes obesos e sete magros, o que lhe permitiu identificar os genes mais diferentes entre os dois grupos. Ela classificou as modificações e, em um estudo maior, com 46 obesos e 46 magros, olhou para os mesmos locais de seis genes principais e encontrou novamente um padrão de metilação distinto no UBASH3A e no TRIM3.Wang agora quer esclarecer se a gordura causa as mudanças no DNA ou vice-versa, e confirmar se essas alterações contribuem para a disfunção imunológica associada à obesidade.A cientista observa que a obesidade não necessariamente leva a doenças relacionadas, mas é importante ter uma maneira não só de intervir, como também de identificar aqueles com maior risco. Fatores como exercícios, forma física e ambiente provavelmente também influenciam no aparecimento de doenças."(...)A mensagem de saúde pública de ´Coma menos e se exercite mais´ parece ser divulgada para surdos", disseram em editorial os drs. Paul W. Frank e Charlotte Ling, do Hospital Universitário de Escânia, na Universidade de Lund, Suécia."Assim, apesar da explicação e da solução aparentemente simples para a obesidade, esse conhecimento não é suficiente. Somos confrontados com um desafio, que é desvendar os mecanismos pelos quais ela emerge e entender como sua presença provoca doenças e mortes, com a esperança de que em algum lugar estejam escondidos os detalhes para resolver esse problema", escreveram.Os pesquisadores observam que o estudo de Wang fornece "evidências preliminares" de que a metilação de DNA em dois genes pode estar relacionada a doenças decorrentes da obesidade. Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO – SP
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Estudos indicam que Cranberry previne doenças urinárias
Desde que se tornou conhecida no Brasil, a Cranberry passou a ser muito consumida pelas suas propriedades nutritivas como o ProAntoCianidinas (PAC) do tipo Vaccinium macrocarpon. Ela atua na prevenção da cistite em homens e mulheres e evita a adesão das bactérias à parede da bexiga e das vias urinárias. Nos Estados Unidos, onde é cultivada, é possível encontrá-la fresca entre setembro e dezembro, mas, no Brasil, a fruta não é muito comum. Geralmente, ela é consumida em forma de sucos, geléia, cápsulas e outros derivados. "A Cranberry é a primeira fruta a conseguir reivindicação oficial de produto para saúde de um órgão governamental e tem inúmeras pesquisas de credibilidade que reforçam sua indicação na prevenção de doenças urinárias", explica Fabiana Nascimento, diretora do site de vendas você natural.Além da geleia, o cranberry também pode ser encontrado na versão sucoEm forma de suco ou geléia, a cranberry pode ser uma alternativa natural ao tratamento de cistite. A fruta poderia ser um coadjuvante do tratamento com antibióticos. Entretanto é necessário realizar uma avaliação prévia do paciente para afastar a hipótese de problemas como cálculo ou outras doenças mais graves. No site você natural é possível encontrar o produto em forma de geléia. Comercializado com o nome "Pilicis", cada caixa contém 10 sachês do produto em gel que podem ser consumidos puros ou em pães, biscoitos e bolos. É um produto concentrado, pois cada sachê contém 50% de Cranberry desidratada mantendo todas as propriedades da fruta, que equivalem a 500 ml de suco natural concentrado. Fonte: FOLHA DE LONDRINA – PR
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Especialista ensina como controlar a enxaqueca sem remédios
RIO - Quem tem crises de enxaqueca com frequência sabe que muitas vezes é preciso criar uma estratégia de guerra para evitar que elas apareçam. Mudar alguns hábitos que parecem inofensivos pode ter um grande impacto no controle das dores de cabeça. A médica americana Joy Bauer, especialista em medicina preventiva e autora do livro ´Food Cures´, afirma que o sedentarismo, o jejum prolongado e muitas horas de sono podem ser péssimos para quem tem enxaqueca. Confira os principais conselhos de Joy para combater as dores sem remédios:Se alimente em intervalos regulares: Pular o café da manhã, esquecer o almoço ou só beliscar no jantar faz mal à saúde de qualquer um, mas é pior ainda para quem tem enxaqueca. Segundo Joy, ficar mais de cinco horas sem comer pode ser um gatilho para a dor. Carregue na bolsa ou guarde na gaveta do trabalho alguns lanchinhos saudáveis, como frutas, barrinhas de cereal ou iogurte.Mantenha seu peso ideal:Um estudo recente feito com 30 mil pessoas que sofrem de enxaqueca mostrou que o peso não está diretamente ligado à este tipo de dor. Porém, aqueles que têm a dor de cabeça crônica e ganham alguns quilinhos passam a ter crises mais intensas e prolongadas. Segundo a médica, o excesso de gordura aumenta a inflamação no organismo, deixando o corpo mais fraco e sujeito a todo tipo de dor.Pare de fumar: O cigarro também aumenta a inflamação no organismo e piora a circulação sanguínea, aumentando o risco de derrames. O perigo é maior para quem tem enxaqueca com aura, por isso apague o cigarro já.Faça exercícios leves com regularidade: Atividades físicas intensas ou esporádicas podem piorar muito as dores de cabeça. Mas o exercício leve, feito com frequência, ajuda a aliviar a tensão e melhora a circulação e a oxigenação dos tecidos, diminuindo a dor. Comece bem devagar, sugere Joy Bauer, e prefira atividades mais tranquilas, como a natação, a ioga ou a caminhada.Relaxe:O estresse é um dos grandes gatilhos da enxaqueca. Preveni-lo não só diminui a frequência das crises como também reduz a sua duração. Separe alguns minutos todos os dias para se dedicar a atividades prazerosas. Ouça música, converse com os amigos ou invista em trabalhos manuais como a pintura. A meditação também pode ser uma aliada.Durma bem, mas não exagere: Dormir e acordar todos os dias no mesmo horário, inclusive nos finais de semana, pode ajudar a reduzir a enxaqueca. O ideal é descansar por 7 ou 8 horas. A falta de sono aumenta as dores de cabeça, mas o excesso de horas na cama pode ser prejudicial também. Um estudo feito nos Estados Unidos mostrou que as pessoas que dormem mais de 9 horas seguidas costumam ter mais dor.Experimente as terapias complementares:Acupuntura, massagem e biofeedback ajudam a reduzir as tensões do dia a dia e podem diminuir a intensidade e a frequência das crises.Fonte: O GLOBO – RJ
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Antidepressivo ajuda a reduzir calores da menopausa
WASHINGTON - O antidepressivo Escitalopram pode reduzir a frequência e os calores da menopausa, segundo um estudo governamental divulgado nesta quarta-feira, 19, pelo jornal da Associação Médica Americana.A pesquisa se baseou em experiências em mais de 200 mulheres de meia-idade que tinham uma média de 10 ondas de calor por dia. Após oito semanas, as mulheres que tomaram o antidepressivo tiveram 5,25 ondas de calor por dia, enquanto as que tomaram placebo sofreram 6,5.A diretora do estudo, Ellen W.Freeman, disse que as mulheres que tomaram o Escitalopram eram mais inclinadas a pensar que o tratamento era benéfico, de modo que a maioria delas manifestou seu desejo de continuar com a medicação.Uma pessoa deprimida necessita tomar antidepressivos durante semanas ou meses para começar a ver resultados. No entanto, as mulheres que os tomam para aliviar os calores da menopausa notam as mudanças em cerca de uma semana.Os antidepressivos são utilizados para tratar a depressão através do aumento dos níveis de serotonina no cérebro, mas por enquanto não está comprovado se ajudam a reduzir os calores típicos da menopausa.Até o momento, o tratamento hormonal é o único aprovado pela Agência de Controle de Alimentos e Medicamentos (FDA) para aliviar os sintomas da menopausa.No entanto, não se recomenda manter esse tratamento a longo prazo porque aumenta os riscos de a pessoa desenvolver doenças do coração, câncer de mama, e outros problemas associados à combinação de estrogênios com progesterona.Além disso, a efetividade de remédios naturais para amenizar os sintomas da menopausa, como cimicifuga racemosa e óleo de onagra, é discutida. Alguns médicos prescrevem antidepressivos para reduzir os sintomas da menopausa, mas o fazem sem a aprovação da FDA.Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO – SP
Assinar:
Postagens (Atom)